28 de fevereiro de 2009
Em pleno feriado, no meio da tarde, vinda não se sabe de onde a jaguatirica apareceu no fundo do quintal. Sua presença causou um enorme corre-corre. As crianças, prudentemente trancadas dentro de casa, espiavam extasiadas pela janela da sala. O jardineiro, trêmulo e pálido, encarapitou-se no alto da cascata de onde vigiava a bicha, que caminhou calmamente pelo jardim; depois majestosa e indolente bebeu água na piscina e por fim deitou-se à sombra do gazebo. Não foi fácil conter o cachorro e a empregada. O primeiro rosnava e latia em direção à porta. A segunda, armada de uma vassoura, ameaçava ir lá fora espantar a fera como quem espanta um gatinho.
Pedrinho, o primo mais velho que tinha vindo passar o fim de semana teve um rasgo de bom senso. Ligou para a polícia. O plantonista, ouvindo a voz de uma criança dizendo que tinha uma onça no quintal, pensou que fosse trote. Foi preciso que um adulto viesse ao telefone confirmar o história. A partir daí, alarmado, o policial entrou em ação imediatamente. Chamou os bombeiros, que por sua vez chamaram uma equipe de especialistas do zoológico.
Em menos de 20 minutos, três viaturas estacionavam no portão. Portas foram abertas estrepitosamente. Cerca de uma dúzia de homens fardados saltou dos carros. A parte traseira de uma viatura foi aberta. Uma rede enorme foi estendida no quintal.
Indiferente ao alvoroço à sua volta, a jaguatirica dormitava à sombra. Apenas o movimento suave de subir e descer das costelas revelando que respirava.
De súbito, agitou o rabo, levantou ligeiramente a cabeça.
Um bombeiro que tinha arriscado aproximar-se um pouco, recuou lentamente, andando em marcha ré, sem desgrudar os olhos da felina.
De dentro de um dos carros um homem saiu empunhando algo parecido com um rifle. Engatilhou. Ajeitou a mira e fez o disparo.
O dado, certeiro, atingiu a jaguatirica no pescoço.
Picada pelo disparo a fera rosnou e de um salto, ficou em pé. Arriscou alguns passos, mas as pernas lhe faltaram. Tombou de lado.
Numa ação conjunta e ordenada os homens se aproximaram arrastando a rede. Rapidamente a fera foi imobilizada.
As crianças, libertas de sua prisão na sala, tiveram autorização pra vir olhar o bicho de perto.
Pedro armou-se de coragem e alisou o flanco da jaguatirica. Achou que era quentinho e macio como seu cobertor.
Antes quando tava estudando nao via a hora de chegar as ferias,e quando chegou as ferias nao via a hora de começar as aulas.Mas agora que começou parece que minha vida mudou nao sei como explicar.
13 de fevereiro de 2009
CRIANÇAS, ESCREVAM AQUI NOS COMENTÁRIOS SUAS HISTÓRIAS, SEUS PENSAMENTOS, QUALQUER COISA QUE QUEIRAM POSTAR.
QUEM NÃO É CRIANÇA PODE PARTICIPAR COM POESIAS E HISTÓRIAS DIRECIONADAS AO PÚBLICO INFANTIL.
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Melancia… Melancia…
Abacate… Mamão…
Laranja, melão, tangerina…
Eu, criança, arregalando os meus olhos
diante de tanta diversidade,
apalpando, tentando alcançar
com o tato o paladar nunca sentido
por mim, e meus olhos refletem
uma imagem nunca vista em casa…
O suco dessas frutas escorrem
pelos cantos dos meus olhos,
como lágrimas de inconsolo
e terna tristeza…
Melancia… Melancia…
Abacate… Mamão…
Laranja… Melão… Tangerina…
perdidas de minha mão.
Meu nariz está crescendo muito
Porque sou grande demais
Porque sou um gigante.
12 de fevereiro de 2009
Crianças sempre serão
A pureza da emoção:
Roda, pipa, roda-pião
Boneca, bola, fogão.
Panelinhas, bambolê
Historinhas procê
Nunca à démodé
Balas, festas e chiclé.
Abraços, gritos, algazarra
Músicas, bolos, toda farra
Gincanas e muita garra
Felicidades sem marra.
Noite de festa na floresta:
Animais convivendo harmoniosamente,
Todos integrados às árvores e rochas,
Usufruindo as maravilhas do universo,
Reunidos, felizes, cada um em seu lugar
Esperando a hora certa para cada coisa.
Zune zangão, zoa abelhinha!
Aí vem o homem! Acabou a festinha!…
Quando eu era pequenina
tinha um disco voador.
Ele subiu para o céu
e o céu se desmanchou.
11 de fevereiro de 2009
Juntando as letrinhas
Que na sopinha vêm
Não faço nenhuma palavra
Degusto-as mui bem.
Se palavra assim fizesse
Das letrinhas da sopinha
Faria: ai, que fominha!!!
Primavera querida
Estação mais formosa
Entre todas da vida
Que dá mais alegria.
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